- Com a ajuda de um conhecido juiz, consegui expedir em tempo recorde o mandado de prisão contra Jacques Claude e também contra os seus comparsas. - Disse o policial, entrando com pressa em sua sala.
Ao escutarem o que o policial disse, Ícaro e Léo suspiraram de alívio. Faltava apenas, um importante depoimento.
- Mas que depoimento importante é esse? - Perguntou Ícaro?
- Calma, meu jovem, esse depoimento importante que falta é o desse rapaz ao seu lado. - Disse referindo-se a Léo. - Vocês prestaram queixa contra esse tal Jacques, mas não deram o depoimento detalhado sobre o que aconteceu.
- Então, o que estamos esperando para isso acontecer?! - Disse Léo, seguido de um pequeno riso.
Léo e o policial começaram a conversar. Léo contou tudo para o policial, desde o xingamento que o grupo de Jacques fizera contra ele, passando pelos ataques que sofrera e pela conversa que tiveram com Bartolomeu, até chegar no momento em que conheceram Marlene. O depoimento de Léo durou cerca de 2 horas. Por ser a acusação mais importante das denúncias feitas, Ícaro, Bartolomeu e Marlene tiveram que aguardar do lado de fora da sala do policial.
Ícaro já estava ficando impaciente do lado de fora quando a porta da sala do policial se abriu e Léo saiu de dentro dela, seguido pelo policial,
- E então, como foi? - Perguntou Ícaro, já sem unha de tanto nervosismo.
- Foi tudo muito tranquilo. - Disse Léo.
- Mas o que devemos fazer agora, moço? - Perguntou Bartolomeu.
- O que vocês devem fazer agora é ir para suas casas e aguardarem as minhas notícias. - Disse o policial. - Não será muito difícil prender a gangue de Jacques.
Assim, Ícaro e Léo, junto com Bartolomeu, levaram Marlen de volta para sua casa. Na porta da casa da mulher, eles não se esqueceram da promessa que fizeram.
- Marlene, enquanto você estava dando seu depoimento, eu sai da sala por uns instantes e fiz uma ligação para um grande amigo que trabalha numa dessas empresas que ajudam as pessoas a encontrar parentes que não veem a muito tempo. - Disse Ícaro. - Dei a ele o nome e as características de seus filhos e tenho uma notícia boa e uma ruim para te dar.
- Fale, homem, não fique fazendo muito rodeio. - Disse Marlene. - Diga primeiro a notícia ruim.
- A notícia ruim é que seus filhos não estão mais no Brasil. Eles foram adotados por uma família do Panamá. A boa notícia é que, apesar disso, eles nunca deixaram de procurar a senhora e estão vindo vê-la! - Falou Ícaro.
Marlene quase desamaiou de tanta emoção após escutar o que Ícaro tinha pra dizer. Após muitos abraços e pedidos de agradecimentos de todos, Léo e Ícaro foram embora para levar Bartolomeu para casa. No caminho, os três foram comentando tudo o que havia acontecido nas últimas semanas.
- Pois é, meus amigos, a justiça foi feita e mais uma vez o bem venceu o mau. - Disse Batolomeu.
- Isso mesmo, foi feita a justiça para o meu caso em poucas semanas. - Falou Léo.
- É verdade. Embora o seu caso tenha levado muito mais tempo, Bartolomeu, a justiça também foi feita! - Completou Ícaro.
- Queridos, eu fico por aqui. Minha casa não é tão longe e eu prefiro seguir daqui caminhando. - Disse Bartolomeu.
- Obrigado por nos ajudar! Nunca esqueceremos que, graças a você, conseguimos colocar o Jacques atrás das grades! - Disse Léo, dando um longo e apertado abraço em Bartolomeu.
Bartolomeu desceu do carro, deu um sorriso para o casal de amigos e seguiu seu caminho a pé. Léo e Ícaro nunca mais viriam a ter notícias dele.
Quando chegaram em seu apartamento, a única coisa que ambos queriam era tomar um bom banho e fazer um jantar delicioso. Enquanto Léo tomava banho, Ícaro preparava rapidimente um bife acebolado com fritas, prato simples mas que era o preferido do casal.
Após o jantar, eles deitaram na cama e começaram a pensar em como são sortudos por serem um casal tão feliz e tão unido. Não importa o que acontecesse, Léo e Ícaro sempre apoiariam um ao outro.
- Amor, obrigado! - Disse Léo.
- Porque você está me agradecendo? - Perguntou.
- Obrigado por ser meu companheiro, meu amigo, meu fiel escudeiro, obrigado por esse maravilhoso jantar. Obrigado por sempre me defender e obrigado por existir em minha vida.
Deram um beijo e dormiram, com a certeza de que a luta contra a homofobia e o preconceito estava apenas começando para eles.
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EPÍLOGO
Muitos anos haviam passado. Não eram mais os mesmos, os cabelos agora são brancos e a pele mostra os anos vividos. Leonardo e Ícaro já não trabalham, estão aposentados. Muita coisa mudou em todos esses anos que passarm, apenas uma coisa continua a mesma: o amor que um tem pelo outro.
Estavam deitados em sua cama, preparando-se para mais uma noite de sono. Já quase não conseguiam ficar de olhos abertos.
- Deixa eu te ver, amor.
- Ah...pára. Já não estou conseguindo ficar acordado.
- Olha pra mim, amor. Quero lembrar de você.
Foi então, que ele fechou os olhos e nunca mais acordou.
De emoções também se vive...
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Lembranças - 11ª parte
Marlene entrou no carro de Ícaro e os 4 foram para a delegacia para prestar queixa contra Jacques. Enquanto não chegavam à delegacia, Marlene repassava a história com Bartolomeu para que não cometesse qualquer tipo de gafe.
Após alguns bons minutos no carro, finalmente chegaram à delegacia. Um par de policias, nada bem humorados, estava ao lado de fora como se estivessem vigiando a delegacia. Ao ver os policiais, Marlene começou a ficar nervosa.
- Eu não consigo! Esses homens vão começar a fazer um monte de perguntas que eu não vou saber responder e vão me prender por isso! - Disse.
- Marlene, mantenha a calma. - Falou Ícaro. - Eles vão perguntar somente o excencial e a senhora vai responder o que sabe, ou seja, a verdade.
- O Ícaro tem razão. Eles não predem uma pessoa sem provas, menos ainda por um simples nervosismo. Léo acalmou a mulher.
Após a demonstração de calma de Marlene, Léo, Ícaro e Bartolomeu a acompanharam até o interior da delegacia. No hall da delagacia, Ícaro avistou o policial que os interrogara e foi ao encontro dele.
- Com licença, boa tarde, o senhor se lembra da gente? - Disse Ícaro.
- Boa tarde. Lembro sim. Você não é o rapaz - Disse o policial apontando para Léo - que foi agredido por um grupo de homens?
- Sim, sou eu. - Disse Léo.
- Mas o que os traz de volta à delegacia?
- Nós finalmente temos provas que incriminam o Jacques Claude, mandante do ataque. - Disse Ícaro.
- Pois bem, tragam a testemunha para a minha sala. - Disse o polícial.
Léo e Ícaro conduziram Marlene e Bartolomeu para dentro da sala do policial para que seus depoimentos fosse recolhidos. A mulher estava um pouco nervosa mas nada comparado à quase desistencia
- Por favor senhora, sente-se e me diga seu nome completo. - Disse o policial.
- Marlene das Graças Silva.
- Qual a idade da senhora?
- Tenho 53 anos.
Léo, Bartolomeu e Ícaro observavam o depoimento de Marlene.
- Me conte tudo o que a senhora sabe sobre o ataque feito a esse senhora aqui presente.
- Bom, Seu policial, naquela noite eu estava voltando de uma entrevista de emprego para trabalhar como doméstica numa casa de família. Minha intenção era ir primeiro na casa de minha amiga buscar meus filhos, por isso fiz um caminho que eu não estava habituada a fazer. - Disse.
- Pode prosseguir com seu relato, senhora. - Falou o policial.
- Alguns poucos minutos antes de presenciar o ocorrido, eu estava muito feliz por ter conseguido um emprego depois de tantos anos. - Marlene começou a se emocionar. - Finalmente eu poderia dar a meus filhos a vida que tanto sonhei.
- Me permite dirigir a palavra a ela, senhor? - Perguntou Léo.
- Sim.
- Marlene, você está fugindo do assunto principal. Chegue logo à parte em que presenciou o ataque ao Bartolomeu. - Disse.
- Sim. Me lembro de ter dado mais alguns passos, foi quando eu ouvi alguns gritos de socorro. Eu fiquei muito assustada e comecei a andar mais rápido para que ninguém me visse. - Disse Marlene. - Mas infelizmente, um homem que estava observando aquilo tudo, sem tomar providência alguma, me viu e correu até onde eu estava.
- Sim, mas ele correu até a senhora e te falou ou fez alguma coisa? - Perguntou o polícial.
- Ele não fez nada. Mas começou a me perguntar um monte de coisas. - Respondeu.
- Mas então, o que ele lhe perguntou?
- Ele perguntou o que eu estava fazendo ali e o que eu tinha visto. - Disse a mulher, que estava começando a ficar inquieta na cadeira em que estava sentada. - Eu disse que não tinha visto nada.
- E qual foi a reação dele logo após o que você disse? - Perguntou o policial, agora tomando um copo de café requentado.
- Ele disse que faria o que quisesse para que eu não contasse a ninguém o que tinha visto. Como eu sempre fui muito pobre e precisava de alguma coisa que me ajudasse a criar meus filhos. - Marlene começou a chorar. - Ele perguntou o meu endereço e disse que em breve me procuraria com uma boa recompença. Muito inocente, eu fiquei esperando por vários dias, semanas e meses e ele nunca apareceu. A ansiedade foi me consumindo de tal forma que não saia de casa para procurar emprego com medo dele aparecer e eu não estar em casa. - Quase não se entendia o que a mulher dizia, por causa dos soluços. - Eu fui deixando, Seu policial, de cuidar da minha família tamanha era a esperança de que ele aparecesse e por causa disso, meus filhos foram tirados de mim e entregues a outra família.
- Minha senhora, matenha a calma. - Consolou o policial. - Não precisa dizer mais nada. Esse depoimento da senhora já é suficiente para prender esse tal Jacques. Com licença, já volto, vou expedir um mandado de prisão provisória contra ele.
Após a saida do policial, Bartolomeu se virou para Léo e Ícaro.
- Rapazes, os ataques que sofremos, finalmente, serão vingados! - Disse.
Após alguns bons minutos no carro, finalmente chegaram à delegacia. Um par de policias, nada bem humorados, estava ao lado de fora como se estivessem vigiando a delegacia. Ao ver os policiais, Marlene começou a ficar nervosa.
- Eu não consigo! Esses homens vão começar a fazer um monte de perguntas que eu não vou saber responder e vão me prender por isso! - Disse.
- Marlene, mantenha a calma. - Falou Ícaro. - Eles vão perguntar somente o excencial e a senhora vai responder o que sabe, ou seja, a verdade.
- O Ícaro tem razão. Eles não predem uma pessoa sem provas, menos ainda por um simples nervosismo. Léo acalmou a mulher.
Após a demonstração de calma de Marlene, Léo, Ícaro e Bartolomeu a acompanharam até o interior da delegacia. No hall da delagacia, Ícaro avistou o policial que os interrogara e foi ao encontro dele.
- Com licença, boa tarde, o senhor se lembra da gente? - Disse Ícaro.
- Boa tarde. Lembro sim. Você não é o rapaz - Disse o policial apontando para Léo - que foi agredido por um grupo de homens?
- Sim, sou eu. - Disse Léo.
- Mas o que os traz de volta à delegacia?
- Nós finalmente temos provas que incriminam o Jacques Claude, mandante do ataque. - Disse Ícaro.
- Pois bem, tragam a testemunha para a minha sala. - Disse o polícial.
Léo e Ícaro conduziram Marlene e Bartolomeu para dentro da sala do policial para que seus depoimentos fosse recolhidos. A mulher estava um pouco nervosa mas nada comparado à quase desistencia
- Por favor senhora, sente-se e me diga seu nome completo. - Disse o policial.
- Marlene das Graças Silva.
- Qual a idade da senhora?
- Tenho 53 anos.
Léo, Bartolomeu e Ícaro observavam o depoimento de Marlene.
- Me conte tudo o que a senhora sabe sobre o ataque feito a esse senhora aqui presente.
- Bom, Seu policial, naquela noite eu estava voltando de uma entrevista de emprego para trabalhar como doméstica numa casa de família. Minha intenção era ir primeiro na casa de minha amiga buscar meus filhos, por isso fiz um caminho que eu não estava habituada a fazer. - Disse.
- Pode prosseguir com seu relato, senhora. - Falou o policial.
- Alguns poucos minutos antes de presenciar o ocorrido, eu estava muito feliz por ter conseguido um emprego depois de tantos anos. - Marlene começou a se emocionar. - Finalmente eu poderia dar a meus filhos a vida que tanto sonhei.
- Me permite dirigir a palavra a ela, senhor? - Perguntou Léo.
- Sim.
- Marlene, você está fugindo do assunto principal. Chegue logo à parte em que presenciou o ataque ao Bartolomeu. - Disse.
- Sim. Me lembro de ter dado mais alguns passos, foi quando eu ouvi alguns gritos de socorro. Eu fiquei muito assustada e comecei a andar mais rápido para que ninguém me visse. - Disse Marlene. - Mas infelizmente, um homem que estava observando aquilo tudo, sem tomar providência alguma, me viu e correu até onde eu estava.
- Sim, mas ele correu até a senhora e te falou ou fez alguma coisa? - Perguntou o polícial.
- Ele não fez nada. Mas começou a me perguntar um monte de coisas. - Respondeu.
- Mas então, o que ele lhe perguntou?
- Ele perguntou o que eu estava fazendo ali e o que eu tinha visto. - Disse a mulher, que estava começando a ficar inquieta na cadeira em que estava sentada. - Eu disse que não tinha visto nada.
- E qual foi a reação dele logo após o que você disse? - Perguntou o policial, agora tomando um copo de café requentado.
- Ele disse que faria o que quisesse para que eu não contasse a ninguém o que tinha visto. Como eu sempre fui muito pobre e precisava de alguma coisa que me ajudasse a criar meus filhos. - Marlene começou a chorar. - Ele perguntou o meu endereço e disse que em breve me procuraria com uma boa recompença. Muito inocente, eu fiquei esperando por vários dias, semanas e meses e ele nunca apareceu. A ansiedade foi me consumindo de tal forma que não saia de casa para procurar emprego com medo dele aparecer e eu não estar em casa. - Quase não se entendia o que a mulher dizia, por causa dos soluços. - Eu fui deixando, Seu policial, de cuidar da minha família tamanha era a esperança de que ele aparecesse e por causa disso, meus filhos foram tirados de mim e entregues a outra família.
- Minha senhora, matenha a calma. - Consolou o policial. - Não precisa dizer mais nada. Esse depoimento da senhora já é suficiente para prender esse tal Jacques. Com licença, já volto, vou expedir um mandado de prisão provisória contra ele.
Após a saida do policial, Bartolomeu se virou para Léo e Ícaro.
- Rapazes, os ataques que sofremos, finalmente, serão vingados! - Disse.
Minha poesia
Minha poesia não pertence a mim,
Minha poesia não funciona assim,
Minha poesia tem um fim,
Minha poesia é mais simples que um sim.
Minha poesia não funciona assim,
Minha poesia tem um fim,
Minha poesia é mais simples que um sim.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Lembranças - 10ª parte
A voz que veio de dentro do casebre era da mulher que procuravam, só que a entonação que ela usou deixou Ícaro, Léo e Bartolomeu um tanto quanto assustados, mas isso não fez com que eles desistissem do que queriam.
- Marlene, nós queremos apenas conversar. - Disse Bartolomeu.
- Eu não tenho nada para conversar com vocês! - Gritou novamente.
Antes que pudesse responder qualquer coisa, os três perceberam que a mulher andava dentro de sua casa. Logo em seguida, a mulher abriu a porta.
- O que vocês querem comigo? - Disse.
- Podemos entrar para conversamos com privacidade? - Perguntou Léo.
- Entrem, mas não demorem.
Léo e os outros, logo que entraram, puderam perceber a miséria em que Marlene vivia. Em sua sala, um sofá velho, praticamente mofado dava lugar a 3 gatos que com certeza estavam com sarna. A miséria e a baixíssima higiene eram de deixar qualquer um espantado.
- Vamos, digam o que vocês querem! - Novamente Marlene gritou.
- Meu nome é Bartolomeu e a alguns anos eu fui atacado por alguns homens e a senhora foi a única testemunha. - Disse. - Na época eu não pude denunciá-los, mas resolvi que assim vou fazer e preciso que a senhora testemunhe, até porque o Léo também foi agredido e não encontrou provas para incriminar o mandante do ataque, que era uma pessoa muito próxima a eles e que confessou o crime.
- Essa história já me deu muita dor de cabeça, me trouxe muitos problemas e eu não quero revivê-los outra vez!
- Mas que tipo de problemas a senhora teve? - Perguntou Ícaro.
- Após presenciar aquele ataque horrível, um homem chamado Jacques me procurou e promete que, em troca do meu silêncio, me daria o que eu quisesse. - Disse. - Eu topei e dei o endereço da minha casa para que ele cumprisse o que prometeu. Eu esperava e ele não aparecia. Como eu tenho 2 filhos, que na época eram pequenos, a espera foi me deixando nervosa porque eu não tinha como alimentar meus filhos. - As lágrimas começavam a correr pelo rosto de Marlene. - Um dia, uma assistente social bateu aqui em casa devido a uma infeliz denuncia de que eu negligenciava meus filhos e os levou de mim.
A história de Marlene estava comovendo a todos que estavam em sua casa.
- O fato de não ter meus filhos mais por perto e a falsa promessa de algo melhor vinda desse Jacques fizeram com que eu enlouquessesse. - Marlene falava e chorava quase que ao mesmo tempo. - Mas tecnicamente eu não enlouqueci, só fiquei muito triste e reclusa. Não saio mais de casa.
- Mas se a senhora não sai mais de casa, como faz para comer? - Perguntou Léo secando uma lágrima que caia em seu rosto.
- Alguma alma caridosa, que não sei quem é, deixa todos os dias, na porta de minha casa, um prato de comida e um copo de água. - Disse. - Infelizmente, eu tenho a fama de louca aqui na rua. Mas o que realmente acontece é que não tenho mais vontade de viver depois que meus filhos me foram tirados.
- Após serem tirados da senhora, o que aconteceu com seus filhos? - Perguntou Bartolomeu.
- Não sei ao certo, a única coisa que sei é que foram adotados por uma família de Curitiba. Nunca mais tive notícias deles.
- Eu lhe prometo que se testemunhar a nosso favor, nós encontraremos seus filhos! - Disse Léo.
- Mais uma promessa em vão? Não, obrigada.
- Não é em vão. O testemunho da senhora vai colocar aquele crápula atrás das grades e encontrar seus filhos será uma forma de retribuir o que a senhora fez por nós. - Disse Ícaro.
- Pelo amor de Deus, rapazes, eu faço o que vocês estão pedindo mas não brinquem com o coração de uma velha senhora. Eu não aguento outra falsa promessa.
- Não a decepcionaremos. - Falou Bartolomeu. - A senhora pode nos acompanhar até a delegacia? - Completou.
- Sim, posso. Vamos de uma vez.
Enquanto aguardavam a senhora pegar uma bolsa velha quase toda furada, Léo pensou que enfim as coisas estavam se encaminhando para um desfecho bom. A justiça, nesse caso, estava começando a ser feita.
- Marlene, nós queremos apenas conversar. - Disse Bartolomeu.
- Eu não tenho nada para conversar com vocês! - Gritou novamente.
Antes que pudesse responder qualquer coisa, os três perceberam que a mulher andava dentro de sua casa. Logo em seguida, a mulher abriu a porta.
- O que vocês querem comigo? - Disse.
- Podemos entrar para conversamos com privacidade? - Perguntou Léo.
- Entrem, mas não demorem.
Léo e os outros, logo que entraram, puderam perceber a miséria em que Marlene vivia. Em sua sala, um sofá velho, praticamente mofado dava lugar a 3 gatos que com certeza estavam com sarna. A miséria e a baixíssima higiene eram de deixar qualquer um espantado.
- Vamos, digam o que vocês querem! - Novamente Marlene gritou.
- Meu nome é Bartolomeu e a alguns anos eu fui atacado por alguns homens e a senhora foi a única testemunha. - Disse. - Na época eu não pude denunciá-los, mas resolvi que assim vou fazer e preciso que a senhora testemunhe, até porque o Léo também foi agredido e não encontrou provas para incriminar o mandante do ataque, que era uma pessoa muito próxima a eles e que confessou o crime.
- Essa história já me deu muita dor de cabeça, me trouxe muitos problemas e eu não quero revivê-los outra vez!
- Mas que tipo de problemas a senhora teve? - Perguntou Ícaro.
- Após presenciar aquele ataque horrível, um homem chamado Jacques me procurou e promete que, em troca do meu silêncio, me daria o que eu quisesse. - Disse. - Eu topei e dei o endereço da minha casa para que ele cumprisse o que prometeu. Eu esperava e ele não aparecia. Como eu tenho 2 filhos, que na época eram pequenos, a espera foi me deixando nervosa porque eu não tinha como alimentar meus filhos. - As lágrimas começavam a correr pelo rosto de Marlene. - Um dia, uma assistente social bateu aqui em casa devido a uma infeliz denuncia de que eu negligenciava meus filhos e os levou de mim.
A história de Marlene estava comovendo a todos que estavam em sua casa.
- O fato de não ter meus filhos mais por perto e a falsa promessa de algo melhor vinda desse Jacques fizeram com que eu enlouquessesse. - Marlene falava e chorava quase que ao mesmo tempo. - Mas tecnicamente eu não enlouqueci, só fiquei muito triste e reclusa. Não saio mais de casa.
- Mas se a senhora não sai mais de casa, como faz para comer? - Perguntou Léo secando uma lágrima que caia em seu rosto.
- Alguma alma caridosa, que não sei quem é, deixa todos os dias, na porta de minha casa, um prato de comida e um copo de água. - Disse. - Infelizmente, eu tenho a fama de louca aqui na rua. Mas o que realmente acontece é que não tenho mais vontade de viver depois que meus filhos me foram tirados.
- Após serem tirados da senhora, o que aconteceu com seus filhos? - Perguntou Bartolomeu.
- Não sei ao certo, a única coisa que sei é que foram adotados por uma família de Curitiba. Nunca mais tive notícias deles.
- Eu lhe prometo que se testemunhar a nosso favor, nós encontraremos seus filhos! - Disse Léo.
- Mais uma promessa em vão? Não, obrigada.
- Não é em vão. O testemunho da senhora vai colocar aquele crápula atrás das grades e encontrar seus filhos será uma forma de retribuir o que a senhora fez por nós. - Disse Ícaro.
- Pelo amor de Deus, rapazes, eu faço o que vocês estão pedindo mas não brinquem com o coração de uma velha senhora. Eu não aguento outra falsa promessa.
- Não a decepcionaremos. - Falou Bartolomeu. - A senhora pode nos acompanhar até a delegacia? - Completou.
- Sim, posso. Vamos de uma vez.
Enquanto aguardavam a senhora pegar uma bolsa velha quase toda furada, Léo pensou que enfim as coisas estavam se encaminhando para um desfecho bom. A justiça, nesse caso, estava começando a ser feita.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Lembranças - 9ª parte
No dia seguinte, logo após o almoço, Ícaro, Léo e Bartolomeu decidiram colocar o plano contra Jacques em prática. Antes disso, eles resolveram ir na casa da pessoa que, possivelmente, testemunhou a agressão a Bartolomeu.
Os tres se encontraram num posto de gasolina no centro da cidade. Logo após se encontrarem, Bartolomeu entrou no carro de Ícaro.
- Boa tarde. - Disse Bartolomeu. - Agora podemos ir?
- Boa tarde. - Ícaro e Léo disseram juntos.
- Antes que a gente saia, tem um detalhe importantíssimo que voce não nos contou. - Disse Léo.
- Mas o que poderia ser, meu jovem? - Perguntou.
- Voce não nos disse aonde mora essa tal testemunha. - Léo respondeu seguido de uma gargalhada.
- É mesmo, como eu poderia me esquecer disso, né?!
- E então, Bartolomeu? - Perguntou Ícaro.
- E então o que?
- Aonde mora essa testemunha? - Perguntou novamente.
- Nossa! Já ia me esquecendo novamente. - Riu. - Pelo que eu me lembro essa pessoa mora numa comunidade da periferia daqui. Chegando lá, é só perguntar aonde ela mora. - Completou.
- Vamos então. - Disse Léo.
Os tres seguiram caminho até a periferia da cidade que ficava um pouco longe do lugar aonde estavam. Após 40 minutos, devido a um engarrafamento na principal avenida da cidade, eles chegaram na periferia e pararam para pedir informações sobre a localização da comunidade que procuravam.
- Boa tarde, a senhora saberia me dizer como faço para chegar na Comunidade do Santo? - Perguntou Ícaro.
- É muito simples, rapazinho. É só voce subir essa rua até o final, lá voce vai encontrar uma casa abandonada. Entrem à esquerda dessa casa e continuem indo direto. No final, voces verão uma placa indicando a comunidade. - Disse a senhora.
A mulher falou tão rápido que deixou Ícaro um pouco confuso, mas isso não impediu de achar o lugar que procuravam. Quando finalmente chegaram na Comunidade do Santo, Ícaro e os outros puderam ver o quão pobre era essa comunidade.
- Como vamos fazer para achar a casa dessa mulher? - Perguntou Léo. - Você sabe ou sem lembra do nome dessa pessoa?
- Sim. Nunca me esqueci do nome dela. - Disse Bartolomeu. - Sempre soube que um dia iria precisar dela.
- Ela? Você não havia nos dito que era uma mulher. - Disse Ícaro, um pouco surpreso.
- Sim. Essa é uma mulher que deve ter mais ou menos uns 50 anos.
- E afinal de conta, qual é o nome dessa mulher? - Perguntou Léo,
- Marlene. A mulher que testemunhou quando Jacques e seus comparsas me agrediam se chama Marlene. - Disse Bartolomeu. - Só não me perguntem qual o sobrenome dela. - Completou.
- Acho que não será difícil localizá-la. - Disse Léo. - Como podemos notar, essa é uma parte paupérrima da periferia e não é muito habitada.
Logo após a fala de Léo, um homem com aspecto um tanto quanto largado se aproximou. Parecia estar acoolizado.
- Marlene?! Vocês conhecem a Marlene? - Disse o homem, exalando um forte cheiro de bebida.
- Bom, não exatamente. Queremos perguntar algumas coisas a ela. - Disse Ícaro tampando discretamente o nariz para não sentir o cheiro de bebida que vinha do homem.
- Ela mora bem ali naquele casinha que está quase caindo. - O homem apontou para o mais pobre dos casebres que ali estavam. - Não sei se vão conseguir arrancar alguma coisa dela. Dizem que ela é louca. - Completou, quase caindo sobre o carro de Ícaro.
- Obrigado, moço. - Disseram os três.
Após o homem se afastar, Ícaro e os outros sairam do carro e começaram a caminhar em direção à casa que, segundo o homem, era de Marlene. Ao chegarem, Bartolomeu bateu na porte e a chamou pelo nome.
- Vão embora! - Disse uma voz que vinha de dentro do casebre.
- Como vamos fazer para achar a casa dessa mulher? - Perguntou Léo. - Você sabe ou sem lembra do nome dessa pessoa?
- Sim. Nunca me esqueci do nome dela. - Disse Bartolomeu. - Sempre soube que um dia iria precisar dela.
- Ela? Você não havia nos dito que era uma mulher. - Disse Ícaro, um pouco surpreso.
- Sim. Essa é uma mulher que deve ter mais ou menos uns 50 anos.
- E afinal de conta, qual é o nome dessa mulher? - Perguntou Léo,
- Marlene. A mulher que testemunhou quando Jacques e seus comparsas me agrediam se chama Marlene. - Disse Bartolomeu. - Só não me perguntem qual o sobrenome dela. - Completou.
- Acho que não será difícil localizá-la. - Disse Léo. - Como podemos notar, essa é uma parte paupérrima da periferia e não é muito habitada.
Logo após a fala de Léo, um homem com aspecto um tanto quanto largado se aproximou. Parecia estar acoolizado.
- Marlene?! Vocês conhecem a Marlene? - Disse o homem, exalando um forte cheiro de bebida.
- Bom, não exatamente. Queremos perguntar algumas coisas a ela. - Disse Ícaro tampando discretamente o nariz para não sentir o cheiro de bebida que vinha do homem.
- Ela mora bem ali naquele casinha que está quase caindo. - O homem apontou para o mais pobre dos casebres que ali estavam. - Não sei se vão conseguir arrancar alguma coisa dela. Dizem que ela é louca. - Completou, quase caindo sobre o carro de Ícaro.
- Obrigado, moço. - Disseram os três.
Após o homem se afastar, Ícaro e os outros sairam do carro e começaram a caminhar em direção à casa que, segundo o homem, era de Marlene. Ao chegarem, Bartolomeu bateu na porte e a chamou pelo nome.
- Vão embora! - Disse uma voz que vinha de dentro do casebre.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Lembranças - 8ª parte
O homem suspeito, que os observava entrar no prédio em que moram, saiu de seu carro antes que Léo e Ícaro pudessem sumir pela portaria adentro. O casal se assustou ao ver o homem correndo em sua direção.
- Por favor, não se assustem. - Disse o homem. - Não vou fazer mal a vocês.
- Então porque o senhor está correndo em nossa direção? - Perguntou Ícaro com um tom de desconfiança.
- É que, embora eu seja visivelmente mais velho que vocês, já fui vítima de ataques por parte de um grupo de homens comandados pelo Jacques Claude e queria colaborar para a prisão desse traste e da trupe dele. - Disse o homem.
- Mas como você sabe que o Leo foi vitima dessa gangue? - Perguntou Ícaro em tom de desconfiança.
- Simples, quando eu estava passando em frente a delegacia, ouvi dois policiais comentarem o caso. - Disse o homem. - No momento em que comecei a escutar, senti que deveria ajudar vocês a colocar Jacques e seus comparsas na cadeia. - Completou.
- OK, você já disse a que veio mas não disse seu nome. - Disse Léo.
- Me perdoem, eu estava tomado pelo êxtase de ajudar vocês que nem me dei conta isso. Me chamo Bartolomeu.
- Agora melhorou! - Disse Ícaro em tom de brincadeira. - Vamos subir ao nosso apartamento e continuar essa conversa la.
Os três subiram ao apartamento.
- Como você pretende nos ajudar a colocar o Jacques atrás das grades? - Perguntou Ícaro.
- Servindo de testemunha, claro.
- Mas você pode provar que também já foi agredido por ele e pelos outros rapazes? - Perguntou Ícaro.
- Acho que sim. - Disse. - Mas para isso eu teria que voltar a falar com uma testemunha que se recusou a cooperar quando ocorreu a agressão.
- Mas como encontraremos essa pessoa? - Perguntou Léo.
- Eu sei aonde ela mora. A agressão foi em frente a sua casa. - Disse Bartolomeu.
- Vamos ate la então! - Disse Léo num tom entusiasmado.
- Por enquanto não podemos. Primeiro temos que monitorar os passos de Jacques por conta própria, sem que a policia saiba. - Afirmou Bartolomeu.
- Mas qual o proposito desse monitoramento? - Perguntou Ícaro.
- Antes de procurar essa testemunha que lhes falei, temos que prestar bastante atenção para saber se o Jacques esta tramando alguma coisa contra vocês, tendo em vista que ele não ouve falar de mim a alguns anos. - Disse.
A noite foi caindo, em seguida a madrugada e a conversa com Bartolomeu continuava. Eles estavam acertando alguns detalhes sobre como descobrir qual a próxima acao de Jacques.
O relógio já marcava 02 horas e 47 minutos da manha quando Ícaro, Léo e Bartolomeu finalmente chegaram a uma decisão final sobre o plano de colocar Jacques atrás das grades. O que sera que eles decidiram? Essa decisão envolve a tal testemunha? Qual sera o plano para monitorar os passos de Jacques?
- OK, você já disse a que veio mas não disse seu nome. - Disse Léo.
- Me perdoem, eu estava tomado pelo êxtase de ajudar vocês que nem me dei conta isso. Me chamo Bartolomeu.
- Agora melhorou! - Disse Ícaro em tom de brincadeira. - Vamos subir ao nosso apartamento e continuar essa conversa la.
Os três subiram ao apartamento.
- Como você pretende nos ajudar a colocar o Jacques atrás das grades? - Perguntou Ícaro.
- Servindo de testemunha, claro.
- Mas você pode provar que também já foi agredido por ele e pelos outros rapazes? - Perguntou Ícaro.
- Acho que sim. - Disse. - Mas para isso eu teria que voltar a falar com uma testemunha que se recusou a cooperar quando ocorreu a agressão.
- Mas como encontraremos essa pessoa? - Perguntou Léo.
- Eu sei aonde ela mora. A agressão foi em frente a sua casa. - Disse Bartolomeu.
- Vamos ate la então! - Disse Léo num tom entusiasmado.
- Por enquanto não podemos. Primeiro temos que monitorar os passos de Jacques por conta própria, sem que a policia saiba. - Afirmou Bartolomeu.
- Mas qual o proposito desse monitoramento? - Perguntou Ícaro.
- Antes de procurar essa testemunha que lhes falei, temos que prestar bastante atenção para saber se o Jacques esta tramando alguma coisa contra vocês, tendo em vista que ele não ouve falar de mim a alguns anos. - Disse.
A noite foi caindo, em seguida a madrugada e a conversa com Bartolomeu continuava. Eles estavam acertando alguns detalhes sobre como descobrir qual a próxima acao de Jacques.
O relógio já marcava 02 horas e 47 minutos da manha quando Ícaro, Léo e Bartolomeu finalmente chegaram a uma decisão final sobre o plano de colocar Jacques atrás das grades. O que sera que eles decidiram? Essa decisão envolve a tal testemunha? Qual sera o plano para monitorar os passos de Jacques?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Lembranças - 7ª parte
Ícaro entrou no carro e nem percebeu que alguém o observava de longe. Seguiu para casa, onde adormeceu depois de um longo e cansativo dia cheio de fortes emoções.
Na tarde seguinte, mais precisamente às 14 horas, Ícaro chegou ao hospital para acompanhar o depoimento que Léo daria para a polícia sobre o dia em que foi agredido. Quando chegou no quarto, o policial acabara de chegar e só o estava esperando para começar a recolher o depoimento de Léo.
- Bom, creio eu que podemos começar. - Disse o policial.
- Sim, senhor. - Disse Ícaro - Quero apenas dizer que minha presença aqui não vai interferir em nada que o Léo venha a dizer.
- Estou ciente disso. - Falou o polícial. - Pois então, quero que me conte tudo sobre aquele dia, inclusive sobre acontecimentos anteriores que possam completar a agressão física que você sofreu.
- Tudo bem, antes de ser agredido fisicamente por esses homens, eu fui agredido verbalmente pelos mesmos também quando saia da faculdade. - Disse Léo.
- Mas o senhor tem como provar que os mesmos que o agrediram fisicamente são os que te agrediram verbalmente em outra ocasião? - Perguntou o policial.
- Posso porque os reconheci quando vieram pra cima de mim e também que um deles, lá na faculdade, gritou que teria mais.
- Teria mais o que? - O policial começou a ficar intrigado.
- Ora, teriam mais agressões! - Disse Ícaro, interrompendo.
- Gostaria de lembrá-los que somente o senhor Leonardo pode responder as minhas perguntas.
- Me desculpe. - Falou Ícaro.
- Leonardo, o senhor confirma o que disse esse rapaz?
- Sim, senhor.
- Mas o senhor tem testemunhas dessa ameaça feita pelos acusados?
- Bom, tenho alguns colegas de faculdade que estavam por perto no momento em que me ameaçaram.
- E você pode me por em contato com seus amigos para que tome o depoimento deles?
- Sim, claro. Tudo para ver esses canalhas atrás das grades!
- Certo, continue contando o que aconteceu naquele dia.
- Tudo bem. Depois que sai da faculdade...
Léo descreveu para o policial todos os detalhes que aconteceram no dia em que foi agredido. Mas a parte que mais deixou o policial intrigado foi quando o rapaz mencionou o nome de Jacques e para completar o depoimento de Léo, Ícaro contou sobre a confissão que o velho fizera em sua galeria de arte.
- Mas o senhor, Ícaro, tem como provar a confissão desse tal de Jacques? - Questionou o policial.
- Bom, não gravei nem nada. Mas a minha galeria tem um sistema de monitoramento por câmeras de vídeo, não tem áudio mas acredito que alguém possa fazer a leitura labial e assim provar que o Jacques confessou ser o mandante da agressão ao Léo. - Disse Ícaro. - Podemos marcar de pegar esse registro na empresa de vigilância quando o senhor quiser. - Completou.
- Podemos ir na empresa de vigilância logo após sair do hospital. - Afirmou o policial.
No momento em que conversavam, o médico que cuidava do caso de Léo entrou no quarto para fazer uma última observação e em seguida, poder dar alta ao jovem. Fora algumas escoriações que ainda estavam presentes no rosto de Léo, o mesmo não corria mais nenhum tipo de perigo e poderia ir para casa. O policial resolveu aguardar Léo e Ícaro fora do quarto enquanto ambos conversavam alguns minutos mais.
- Sabe de uma coisa, Léo?
- O que?
- Acho que enfim vamos poder voltar a ter paz em nossas vidas.
- Sim, Ícaro, também acredito nisso.
- Bom, vamos sair e encontrar o policial. - Disse Ícaro.
O casal saiu do quarto, mas não avistou o policial e resolveram perguntar para a enfermeira que estava atrás da recepção.
- O policial saiu correndo dizendo que recebeu um chamado para um ocorrência e falou para vocês irem para casa que depois os procura. - Disse a enfermeira.
- Estranho isso, mas se ele disse, vamos para a casa. - Disse Léo, usando uma muleta devido a perna que estava quebrada.
Ícaro e Léo saíram do hospital e entram no carro para irem pra casa. Novamente não perceberam que alguém os observava. Dessa vez o estranho observador resolveu segui-los num táxi. Enquanto entravam no prédio em que moravam, o misterioso homem os observava com expressão de curiosidade.
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